O
projeto da RPS é uma iniciativa da Secretaria Especial de
Desenvolvimento Social e Humano (Semdsh) que, em parceria com a
Secretaria Especial de Desenvolvimento Sustentável, através da
Secretaria Executiva de Inovação, Ciência e Tecnologia (Seictec),
estrutura o software a ser usado ainda no primeiro trimestre deste ano.
A
proposta da Semdsh é constituir uma Rede de Proteção Social através da
vinculação dos usuários do município de Macaé a um banco de dados,
seguindo a Política Pública de Assistência Social, sendo possível o
acompanhamento e o monitoramento das estratégias de implementação desta
política. As portas de entrada das informações dos usuários serão as
Secretarias Executivas da pasta da Semdsh, ou seja, dos Direitos do
Idoso, da Infância e Juventude, dos Direitos da Mulher, de Assistência
Social e a Fundação de Ação Social, que hoje já recebem a população
para atendimento de diversas demandas na área social e humana, no
entanto sem um registro único de dados para checagem e cruzamento de
informações.
Com a Rede de Proteção Social, será possível ter
real visão do sistema de atendimento da Prefeitura de Macaé à
população, colaborando para que haja planejamento de ações com base em
dados fidedignos à realidade. Vários serão os dados coletados para
conhecimento do perfil social do usuário, gerando índices e relatórios.
Com a RPS também será possível cruzar informações no ato do
atendimento, impedindo que demandas sejam supridas por mais de um órgão
da municipalidade, já que o sistema estará em rede entre as
secretarias. Esta novidade trará ganhos reais para a prefeitura, que
otimizará investimentos, podendo ampliar, por conseqüência, sua área de
atuação.
Dados importantes levam a prefeitura a incrementar o
controle dos atendimentos para melhor eficiência das ações sociais: o
Censo 2007 do IBGE aponta Macaé com 169.513 habitantes; a taxa de
urbanização do município era de 95,13% em 2000, sendo considerada a
maior da região; expansão populacional acarretando para a cidade
ocupações desordenadas, sem que houvesse uma infra-estrutura adequada
para os “novos” munícipes; crescente disparidade de renda trazendo para
o município um novo perfil populacional que passou a depender, a fazer
uso, a criar uma nova demanda para os programas sociais não antes
observado.
O secretário Especial de Desenvolvimento Social e
Humano, Jorge Tavares Siqueira, acredita que a Rede de Proteção Social
dará novo perfil aos trabalhos realizados socialmente junto a população.
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Hoje temos uma estrutura governamental que atende demandas originadas
pela população, mas não temos dados sólidos que possam basear
informações quanto a realidade numérica e da natureza destas demandas.
A Rede de Proteção Social reúne muitas boas características numa só
ferramenta pois registra o usuário com riquezas de informações; origina
relatórios e índices que possibilitam conhecimento do perfil do público
atendido; municia a administração municipal com informações
consolidadas para planejamentos de ações e possibilita cruzamento de
dados para conhecimento de usuários que usam os vários órgãos
governamentais com iguais ou diferentes demandas. O resultado disso
tudo é uma estrutura de atendimento social mais enxuta no que se refere
a recursos para atendimento de demandas, por se ter conhecimento no
cenário e dos atores que nele atuam, ou seja, os usuários, disse o
secretário.
De acordo com ele, com a Rede a prefeitura terá como
evitar atendimentos de igual natureza por parte de diferentes órgãos e
isso otimizará, em muito, os custos da administração municipal em sua
atuação na área social e humana.
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